14/02/2011

DICAS NA EVANGELIZAÇÃO




Abaixo estão abordagens a serem seguidas em uma conversação com não crentes a fim de conscientizá-los de sua necessidade de Deus, de salvação e de como alcançá-la

MÉTODOS DE EVANGELIZAÇÃO
Manual Prático do Evangelista – Antônio Carlos Fonseca de Menezes, Editora Atos, BH, 2005, 101-110.

SETE PASSOS EM DIREÇÃO A CRISTO

1. A VIDA ETERNA É UM PRESENTE QUE SÓ DEUS PODE CONCEDER – Rm 6:23; Ef 2:8,9.

2. O HOMEM NÃO MERECE O PRESENTE DE DEUS
2.a. Todos são pecadores – Rm 3:2.
2.b. Várias manifestações do pecado – Gl 5:19-21.

3. A SITUAÇÃO DO HOMEM SEM DEUS É A PIOR POSSÍVEL
3.a. Sem justiça própria – Rm 5:10.
3.b. Separado de Deus – Is 59:2.
3.c. Tem como salário a morte – Rm 6:23
3.d. Sem vida – I Jo 5:12.
3.e. Sem paz – Rm 3:17.
3.f. Sem desculpas – Rm 1:20.
3.g.Sem escape – Hb 2:3.
3.h. Sem outras opções – At 4:12.

4. DEUS RESOLVEU O PROBLEMA DO HOMEM
4.a. Enviou Jesus por amor – Jo 3:16.
4.b. Jesus morreu pelos pecadores – I Co 15:3.
4.c. Não há salvação em nenhum outro – At 4:12.

5. O HOMEM TEM DE COMPRRENDER SUA PARTE NO PLANO DE SALVAÇÃO
5.a. Arrepender-se de sua pecaminosidade – Is 55:7; Ez 18:30.
5.b. Crer em Jesus como Salvador – At 16:31; Jo 5:24; Jo 6:47; Jo 3:36.
5.c. Confessar os pecados ao Senhor e abandoná-los – I Jo 1:9; Pv 28:13.
5.d.Saber que só em Jesus há salvação – Jo 14:6; At 4:12.

6. MOSTRAR AO HOMEM O QUE DEUS PODE FAZER NELE E POR ELE , SE O HOMEM QUISER
6.a. Deus perdoa o pecador – Is 1:18.
6.b. Deus transforma o pecador – II Co 5:17.
6.c. Deus justifica o pecador – Hb 10:16,17.
6.d. Deus torna o pecador seu filho – Jo 1:12.
6.e. Deus dá ao pecador a vida eterna - Jo 5:24; Jo 6:47.

7. DECISÃO – Rm 10:9,10.

AS QUATRO LEIS ESPIRITUAIS (BILL BRIGHT)

1. DEUS O AMA E TEM UM PLANO PARA SUA VIDA – Jo 3:16; 10:10.

2. O HOMEM É PECADOR E ESTÁ SEPARADO DE DEUS, POR ISSO NÃO PODE EXPERIMENTAR O AMOR NEM O PLANO DE DEUS – Rm 3:23; 6:23.

3. JESUS CRISTO É A ÚNICA PROVISÃO DE DEUS PARA O PECADO DO HOMEM – Rm 5:8; Jo 14:6; II Co 5:21.

4. DEVEMOS RECEBER A CRISTO COMO SALVADOR E SENHOR ATRAVÉS DE UM CONVITE PESSOAL – Jo 1:12; Ap 3:20.


EVANGELISMO EXPLOSIVO ( JAMES KENNEDY)

INTRODUÇÃO
Você já chegou ao ponto de sua vida espiritual que se morresse hoje teria certeza de sua salvação?
I Jo 5:13 – Permita-me compartilhar....
Permita-me fazer outra pergunta - “Imagine que hoje você tivesse uma audiência com Deus e Ele lhe perguntasse – por que você quer entrar no céu? O que você diria?
Pessoa responde
TRANSIÇÃO – ...um dia alguém repartiu comigo a melhor notícia que eu já ouvi. Descobri que....

I. O EVANGELHO
A – GRAÇA – o céu é um presente (Rm 6:23); não é ganho ou comprado por boas obras ou merecimentos humanos (Ef 2:8,9).
B – O HOMEM - é pecador (Rm 3:23); não pode salvar-se a si mesmo (Jo 3:16).
C – DEUS – é misericordioso e não quer nos punir (I Jo 4:8), mas terá que punir o pecado (Ex 34:7).
D – JESUS – é Deus-homem (Jo 1:1,14), morreu por nossos pecados para que pudéssemos ter um lugar no céu (I Co 15:3,4; Ef 2:1-6)
E – FÉ – não é mero assentimento mental, intelectual ( Tg 2:19; Mc 8:29), mas é confiar unicamente em Cristo para a vida eterna (At 16:31).

II. A DECISÃO
Isto faz sentido para você? Você gostaria de receber o presente da vida eterna?
Permita-me esclarecer novamente – Transfira a confiança para Deus; receba a Cristo ressurreto e vivo como Salvador e Senhor (Ap 3:20); Arrependa-se.
Se é isso que realmente deseja, eu posso nos apresentar a Deus em oração e falar do que você acabou de me contar – 1. ORE POR ELE (para compreender, se arrepender e crer); 2. ORE COM ELE (frases curtas do evangelho de maneira personalisada); 3. ORE POR ELE (para ter certeza da salvação).
Gostaria que você lesse o que Cristo diz a respeito do que você acabou de fazer – Jo 6:47.

III. ACOMPANHAMENTO IMEDIATO.
A. BÍBLIA – Ev. de João; um capítulo por dia, visita após uma semana.
B. ORAÇÃO – devoção pessoal, culto familiar.
C. ADORAÇÃO.
D. COMUNHÃO COM OS OUTROS - Igreja; Pequenos grupos; etc.
E. TESTEMUNHO.

O CORDEIRO E O DRAGÃO


INTRODUÇÃO
Você já teve medo do assim chamado “fim do mundo”? Já temeu ao ouvir falar das pragas e terrores do tempo do fim? Se suas respostas a estas perguntas forem afirmativas, gostaria de lhe informar que o livro de apocalipse mostra um clímax glorioso para os filhos de Deus! Mas antes desse dia chegar existe um tempo de prova provocado por Satanás, que será seguido pela derrota dele e de seus seguidores; isto se ajusta a uma das características de apocalipse que são os contrastes notáveis – a literatura apocalíptica traça uma linha entre o bem e o mal, entre as forcas de Deus e as forças de Satanás, entre os justos e os ímpios, entre os elementos salvíficos para os filhos de Deus e os elementos de derrota e juízo para seus inimigos.
Vamos analisar dois personagens de destaque no livro de apocalipse – o Cordeiro (Cristo) e o Dragão (Satanás); numa seção do livro que trata da origem desta batalha e de seu desfecho favorável para os seguidores de Jesus (apoc. 12-14)

I. A ORIGEM E O DESENVOLVIMENTO DA BATALHA – APOC. 12
A. A Origem da Batalha
A batalha entre o Cordeiro e o Dragão teve origem no céu (apoc. 12:7-9) e lá o dragão foi derrotado. O pecado se originou num local perfeito, e num ser perfeito – Lúcifer; ele começou a semear desconfiança em Deus e discórdia entre os anjos, até que o Cordeiro e os anjos que ficaram do Seu lado expulsaram os inimigos e o dragão veio para a terra.
B. A Batalha na Terra
A batalha se entendeu à Terra e no calvário O cordeiro venceu mais uma vez o dragão (apoc. 12:6). Satã tentou vencer a Cristo desde o Seu nascimento. Durante o ministério do Senhor através de tentações e perseguições, mas Jesus não desistiu de Sua missão e na Cruz foi vencedor, mas o Adversário não desistiu.
C. A Batalha Contra a Igreja
Vendo que não poderia vencer a Jesus, Satanás aponta suas armas para Seus seguidores – A Igreja - e a persegue por 1260 dias proféticos (apoc. 12:6) que também podem ser descritos como um tempo, dois tempos e metade de um tempo (apoc. 12:14. Esse período é igual porque o termo “ tempo” é usado para designar ano em profecia [ver Dan.11:13], e este ano bíblico tinha 360 dias, então temos 3 anos e meio que são 360x3 + 180 dias = 1260 dias); período este que começou em 538 d. C. e terminou em 1798 d.C (era de perseguição aos cristãos que quiseram ser leais a Deus e a Bíblia, o triste é que ela foi promovida por pessoas que se diziam cristãs), mas mesmo sob ataque a Igreja não é destruída, sofre, mas suporta as dores deste período.
D. A Última Batalha
Até aqui identificamos três batalhas principais que mostram a tentativa do dragão de vencer o cordeiro e seus seguidores, mas em vão. O capítulo termina com a introdução da última batalha (apoc. 12:17) – a guerra contra o remanescente – a semente fiel da mulher/igreja – os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus. A esta última batalha nos reportaremos com riqueza de detalhes mais adiante. Veremos agora os dois Personagens principais e suas ações neste último embate.

II. O DRAGÃO, SUAS ESTRATÉGIAS E EQUIPE – APOC 13
A última batalha tem um alvo de ambos os lados –ADORAÇÃO. Esta palavra aparece 8 vezes nos capítulos 13 e 14 (13:4 [duas vezes], 8, 12, 15; 14:7, 9, 11) e o cordeiro e o dragão buscam ganhar vitórias neste campo específico.
A. Dragão e Besta que Emerge do Mar
Apesar de primeiramente ser identificado como Satanás, uma aplicação secundária do Dragão é Roma pagã que também dá poder e força a Besta que surge da água (povos, lugar povoado – [mundo conhecido e povoado de então] apoc. 17:15) suas características a identificam como Roma papal – 1. Perseguição ao povo de Deus por 42 meses (o mesmo período de tempo do cap. 12, só que apresentado em forma de meses, é igual a 3 anos e meio e 1260 dias) desde 533-538 d. C com o fortalecimento e supremacia do Bispo de Roma sobre os demais (tornando-se o Papa) até 1793 -1798 revolução Francesa e aprisionamento do Papa Pio VI por generais franceses de Napoleão. Com este cativeiro é posto um ponto na batalha da Idade média (embora a data seja esta, o período de perseguição já havia se encerrado um pouco antes conforme Jesus dissera “mas por causa dos eleitos aqueles dias serão abreviados” Mat. 24:22 ú.p. [NVI]); 2. Uma das cabeças foi ferida de morte, mas se recuperou e a terra adorou a besta e o dragão – a ferida ocorreu com a as prisão do Papa, período em que foram confiscados os territórios papais e a autoridade do Papa. Muitos pensaram que o Papado havia chegado ao fim, porém lentamente ele foi se reerguendo, um dos pontos foi o tratado de Latrão em 1929, no qual Mussolini doou o território que hoje é o Vaticano em Roma à Igreja católica, além da volta da apreciação popular à figura do Papa e tudo que ele representa; 3. Fala palavras arrogantes e blasfemas a Deus e seu santuário– O papado diz que é o representante de Cristo na Terra, que tem autoridade para perdoar e cancelar pecados, como também de retê-los; retirou o foco sobre a obra de mediação de Cristo no Céu substituindo-a pela intercessão dos santos; diz ser infalível quando promulga decretos de sua cadeira papal, etc.; 4. Tem alcance Mundial – sua propaganda e seu raio de ação alcançam todo o globo, muito provavelmente existam pessoas de outras religiões que não saibam quem é Cristo, mas sabem quem é o Papa, pelo menos como líder político.
B. Besta que Emerge da Terra e Imagem da Besta
B.1 A origem da Besta
A terra tem duas interpretações possíveis 1. O oposto de mar (lugar povoado) , um lugar desabitado ou com pouca população; 2. No capítulo 12 a Terra abre a boca para socorrer a mulher/igreja (VS. 15, 16), então num lugar de aparente segurança para o povo de Deus surge um inimigo, “Parece, portanto, razoável inferir que a “terra” no verso 11 é o complemento de “mar” no verso 1, e ambos significariam a esfera universal das devastações dracônicas. Tal posição é apoiada por 12:12 – “Ai da terra e do mar, pois o diabo desceu até vós cheio de grande ira!.” “A descrição de suas atividades focaliza justamente sobre um ponto: sua atuação para exaltar a besta do mar. De fato, é o alter ego da primeira besta. Ao perseguir este objetivo sua marca é o engano. É chamada o “falso profeta” em Apocalipse 16:13, e o falso profeta que realiza milagres em Apocalipse 19:20.”
B.2 As Características da Besta
Ela tem dois chifres como de cordeiro, mas fala como dragão – aqui é focado seu papel enganador; os Estados Unidos surgiram numa área despovoada, tendo muitos dos pioneiros vindo da Europa fugindo da perseguição religiosa (região pouco habitada e de segurança para os fiéis perseguidos), sua constituição foi escrita para manter dois pontos bem claros – liberdade civil e religiosa (chifres de cordeiro), mas vez ou outra atuou perseguindo minorias sejam étnicas ou religiosas (fala como dragão) e esse padrão de comportamento vai aparecer num âmbito mundial.
A besta da terra – Tem esfera de ação mundial – os EUA hoje (especialmente depois de 11 de setembro de 2001) são a nação mais proeminente econômica e militarmente falando, além de sua influência através de seu estilo de vida, porém sua esfera de ação ainda se intensificará no futuro; Faz as pessoas adorarem a primeira besta – apoio ao papado em suas ações (esse papel ainda está se desenrolando hoje e terá mais força num futuro próximo); Faz uma imagem a besta – o papado uniu os poderes religiosos com os civis e perseguiu os servos de Deus, assim a Besta da terra unirá estes dois poderes e perseguirá quem não se identificar com o papado; Faz um decreto de morte – quem não se unir na adoração à imagem da besta será réu de pena de morte, é um decreto universal (lembrem da esfera de ação ampliada dos EUA); Faz milagres para enganar as pessoas, até faz cair fogo do céu – nos tempos de Elias houve um embate para saber qual o verdadeiro Deus, e o que respondesse com fogo do céu seria o vencedor, lá Jeová venceu, aqui a besta usa o engano para parecer verdadeira, ou seja, a besta usará todo poder religioso e o que mais precisar para mostrar que está certa e que quem não seguir suas ordens estará errado e deverá ser destruído; Faz um embargo econômico – quem seguir a besta terá livre acesso ao comércio mundial, a compra de alimentos, roupas, etc., a venda destes produtos, quem não seguir...
C. Estratégia do Dragão
Como foi demonstrado o dragão tem dois poderes aliados e juntos eles fazem com que toda a Terra (menos os servos do cordeiro) ADOREM outro deus que não o verdadeiro; para isso eles utilizam – o engano (religioso, civil), sinais, milagres, decretos de morte, embargo econômico, isto tudo e muito mais com um poderoso sistema de marketing global. Se terminasse o livro do apocalipse desta maneira pareceria que a vitória seria do dragão e seus aliados, mas graças a Deus não é assim.
III. O CORDEIRO, SEU POVO E SUAS AÇÕES – APOC 14
Aqui nós temos o cordeiro e seu povo; no fim do capítulo 13 a impressão que se tem é que o Dragão e sua trupe serão os vencedores finais, mas não é assim; logo no início do cap. 14 (1-5) tem-se um vislumbre dos vencedores ( o número 144.000 como símbolo de todos os salvos) em pé no monte Sião incólumes, passaram por todo sofrimento e graças ao sangue do Cordeiro saíram vencedores (logo no cap. 12 a mulher/igreja é apresentada usando uma coroa (stephanos) – é a coroa de louro de vitória nas antigas olimpíadas, Deus mostra que apesar do dragão ter atrapalhado Seu ideal de felicidade, ainda assim Ele e Seu povo serão os vencedores).
A. Os Seguidores do Cordeiro
Desde o capítulo 12 Deus mostra quem são os Seus servos e como identificá-los, eis algumas características delineadas aqui: 1. Guardam os mandamentos de Deus (12:17; 14:12); 2. Têm e anunciam o Evangelho eterno (14:6); 3. Possuem uma mensagem que alcança o mundo todo (14:6); 4. Adoram a Deus como o Criador (14:7); 5. Anunciam o tempo do Juízo de Deus (14:7); 6. São pacientes esperando o Retorno do Cordeiro, mesmo passando por agressões por parte do dragão e sua equipe (14:12); 7. São Justificados pela fé em Jesus; 8. Apareceram depois da época do deserto (538 – 1798d. C.). Esses são os seguidores do cordeiro – em primeiro lugar eles colocaram o cordeiro como o ser mais importante de suas vidas e depois eles fazem parte do povo de Deus e mantém as características acima. Você gostaria de ser um destes?
B. A Propaganda do Cordeiro
O Cordeiro também tem ações globais que divulgam seus feitos, promulgam esperança aos seus discípulos e mostram um fim triste para os inimigos, essa propaganda dá duas coisas aos seus servos:
B. 1. A certeza da vitória
B.1a. Pelo Juízo Anunciado - Nos versos 6 e 7 de Apoc. 14 há um convite mundial para que as pessoas Aceitem a Jesus como Salvador, Temam a Deus, já que é chegado o Juízo (nele o povo de Deus será declarado vencedor, pelo sangue do cordeiro, e o dragão imponente, e as bestas poderosas serão declarados culpados e condenados, junto com seus seguidores); e adorem o Criador de tudo que existe.
B. 1b. Pelo Juízo Delineado (apoc. 14:8) – A queda de Babilônia é uma certeza da vitória - as partes estão dispostas – Babilônia cai e logo o povo de Deus vence. “Babilônia representa todas as tentativas humanas para prover o caminho da salvação, todos aqueles planos e programas que, porque construídos somente sobre a razão e engenho humanos, tentam frustrar o plano divino para o mundo.”
B.1c. Pelo Juízo Descrito (Apoc. 14:9-12) – Depois de anunciado e delineado, agora temos a descrição do que vai ocorrer – a destruição dos adoradores da besta, sua imagem e dos que receberam a marca com o nome da besta (uma identificação simbólica de lealdade); por outro lado tem-se o Cordeiro, e seus seguidores vencedores, apenas observando o desfecho do conflito.
B. 2. Um Final Glorioso
As três mensagens angélicas são a última advertência de Deus a este mundo caído, enquanto o trio do mal está a ameaçar e fazer sinais, os seguidores do Cordeiro anunciam a mensagem de misericórdia e juízo, logo após este período de anúncio vem a execução ( que neste capítulo termina com a volta de Jesus tendo feito o recolhimento dos justos e junção dos ímpios para destruição).
B. 2a. Colheita dos justos (14-16)
Depois das advertências e do juízo, Jesus (o Cordeiro) voltará e resgatará Seu povo sofrido, perseguido e o levará para um lugar de descanso.
B. 2b. Colheita dos ímpios (17-20)
Enquanto os salvos são levados para um bom local, os perdidos são deixados a sofrerem o mal que planejavam infligir aos filhos de Deus – morte, ainda não é a pena descrita na terceira mensagem angélica, mas mostra o que acontece com quem escolhe o lado errado neste conflito. E você de que lado quer ficar?
CONCLUSÃO
Diante do que foi analisado alguns pontos são ressaltados: 1. Há uma guerra cósmica acontecendo entre Deus e Satanás, Jesus o cordeiro luta abertamente contra o Dragão; 2. Esse confronto começou a muito tempo atrás e teve 3 grandes batalhas, todas com a vitória do Cordeiro, apesar das aparentes perdas; 3. Há uma última batalha e o foco dela é adoração, quem você vai adorar? ; 4. Neste último embate, o Dragão, a Besta do mar, e a Besta da Terra vão gerar um tempo de terror global, engano, e sedução religiosa e todos [menos os servos de Jesus] os seguirão; 5. Apesar de aparente derrota, o povo de Deus é apresentado como vencedor, Jesus, como das outras vezes, ganhará e os inimigos serão derrotados – há um final feliz para quem adora ao Cordeiro.
E agora o que fará você? Terá medo e se unirá ao trio do mal? Ou seguirá o cordeiro, sendo identificado com seu povo – os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus? A decisão é sua, porém saiba que o futuro já está escrito, só falta você decidir de que lado estará nestes eventos finais.

Pr. Vamberto Marinho de A. Junior

Esta postagem é baseada em Willian. Johnsson “The Saints’ End-Time Victory Over the Forces o Evil,” no volume 7 dos relatórios da Comissão de Daniel e Apocalipse, Simpósio em Apocalipse – Livro II, resumo em português preparado por João Antônio R. Alves; Apostila de Introdução ao Apocalipse de João Antônio Rodrigues Alves, e Norman Gulley,”Terror Global: o Apocalipse 13 à luz do 11 de setembro”, em “O Futuro: a visão adventista dos últimos acontecimentos”, editores, Alberto Timm, Amin Rodor e Vanderlei Dorneles.

Passos para a implantação dos projetos sociais no evangelismo.



Ao se observar as conseqüências da globalização e o desenvolvimento do secularismo, nota-se que o interesse das pessoas para o evangelho eterno, o qual é constituído de um chamado ao abandono do mundo e das suas paixões, e uma aceitação da pessoa de Jesus Cristo e sua Santa Lei, está cada vez mais diminuindo .
Para fazer frente a esse desafio de conquistar as pessoas para Jesus Cristo, necessita-se mais do que nunca que em nossos evangelismos, o uso de uma abordagem semelhante a do Mestre, onde as necessidades físicas, emocionais e sociais das pessoas eram atendidas como uma porta de entrada das preciosas verdades que são necessárias para o entendimento da salvação que a elas está destinada.
Nas palavras de Ellen White se compreenderá como utilizar o método de Cristo para a conquistar de almas:
Unicamente os métodos de Cristo trarão verdadeiro êxito no aproximar-se do povo. O Salvador misturava-se com os homens como uma pessoa que lhes desejava granjear-lhes a confiança. Ordenava então: “Segue-me”. João 21:19. A Ciência do Bom viver, p. 143
“Fazer o bem em todas as suas formas está implícito nas Escrituras, mas é necessário toda prudência e cuidado, a fim de saber como mostrar misericórdia e ajuda aos que são realmente necessitados. O procedimento proveitoso a ambas as partes é ajudá-los a se ajudarem; abrir o caminho diante deles em vez de dar-lhes dinheiro. Encontrar para eles trabalho; manifestar discrição e estar certos de que fazemos uso dos meios de tal forma que produza o maior bem aos pobres do Senhor no presente e no futuro.” Carta 31b, 1895. Beneficência Socia, p.332
“Obreiros em novos lugares onde pode não haver nenhum crente na presente verdade, devem ser providos de recursos para ajudar os necessitados...” Medicina e Salvação, p. 330
“Dando instruções em atividades práticas, podemos muitas vezes ajudar os pobres da maneira mais eficaz....” Beneficência Socia, p. 198
Há necessidade de obreiros de mente lúcida, que delineiem métodos pelos quais alcancem o povo. Precisa-se fazer alguma coisa no sentido de desfazer o preconceito que existe no mundo, contra a verdade. Carta 152, 1901. Evangelismo, p.129
Um exemplo da eficácia desse método encontra-se no estudo de. Levi Borrelli (2001, p. 41-45), no seu artigo Evangelismo da Amizade, publicado na revista Parousia, fala do exemplo da igreja Adventista de Kerman, na Califórnia, que implantou um programa de evangelização com ênfase na abordagem social. Eles tinham voluntários para fazer compras para os idosos, faziam pães e cuidavam das crianças enquanto os pais trabalhavam. Havia uma secretária que recebia as solicitações por telefone e distribuía as tarefas. Como resultado, houve um crescimento de 2000% nos batismos em relação ao ano anterior.

Segue algumas sugestões de como implantar uma abordagem social no evangelismo público.

Os itens 1 e 2 foram compilados e modificados do material do Pr. Emílio Abdala, “Guia de plantio de Igreja”.
1- Pesquisa do local a ser evangelizado:
- Estudo Demográfico: As famílias que moram na localidade são de um mesmo grupo étnico, ou de culturas diferentes?
- Há concentração de famílias na área, ou apenas de jovens solteiros? É uma área recém habitada, ou longamente estabelecida?
- Qual o nível de renda mensal das famílias da área selecionada?
- Observar se existe algum projeto social que está sendo desenvolvido por outra instituição.
- Determinar quais as necessidades da população em todas as faixas etárias.

Informação sobre a população: renda familiar, nível educacional, antecedentes culturais, religiosidade, etc.
Tendências populacionais: comparação dos quadros de crescimento populacional, procurando áreas específicas onde à população está crescendo ou declinando, tentando encontrar as causas. Quais as tendências migratórias nesses seguimentos da população?
Projeção do uso de áreas habitacionais: aqueles lotes não vendidos hoje podem ser áreas de maior potencial de futuro crescimento.

Comentário: Escolha áreas de maior concentração populacional;
- Áreas de maior crescimento urbano, geralmente bairros onde há processo de urbanização e industrialização. Pessoas recém chegadas estão ansiosas para fazer amizade por terem abandonado seus antigos relacionamentos no local onde viveram;
- Áreas geográficas onde outras igrejas estão crescendo;
- áreas onde os moradores estão em processo de mudança. Isto pode ocorrer por migração interna, guerras, catástrofes, ou acontecimento que produza uma mudança no estilo de vida de determinado indivíduo, como prisão, gravidez, desemprego e morte na família, entre outros.

2- Escolha do local para a sede das atividades:

- Evite as proximidades de áreas industriais, comerciais, estádios e cemitérios (geralmente existe um forte tráfego de veículos nesses locais e poucas residências)
- Evite locais onde a população esteja longamente estabelecida, especialmente se formada por moradores de igrejas tradicionais.
- Antes de alugar o prédio, procure conhecer a história do edifício ou dos últimos ocupantes do local. (Alguns locais são assombrosos para alguns)
- Alugue galpões comerciais, cinemas ou salões;
- O uso de escolas é muito benéfico, desde que no momento das atividades não esteja acontecendo aulas em outras salas.
3- Reúna a Igreja para a apresentação do projeto, e recrute pessoas para a realização do mesmo;
4 – Encontre na igreja, quais as habilidades dos membros e motive-os para dedicarem algumas horas para ensinarem essas habilidades à comunidade a que se estar buscando. Ex: Pessoas que sabem crochê, ponto cruz, cortar cabelo, alvenaria, tocar violão, matemática, tocar teclado, confeccionar artesanato em EVA, biscuit, produzir material de limpeza, cozinhar,...
5 – Procure as lideranças da comunidade e faça parcerias (prefeito, líderes de associações de moradores, diretores de escolas...) ex. Pode-se fazer uma passeata com a parceria das escolas, em combate a violência, onde cada escola combaterá um tipo de abuso. Violência contra a mulher, contra a criança, violência no trânsito...
6 – Faça parceria com o comércio, e com isso consiga apoio logístico.
Ex. Ofereça a veiculação da foto ou vídeo de um determinado comércio em troca de um apoio cultural, seja ele dinheiro, brindes...

7 – Promova uma divulgação expressiva do projeto, através de faixas, cartazes, banners, fooderes, panfletos, carro de som, rádio, televisão, passeata, seminários de drogas ou algo semelhante nas escolas,... (Obs. A divulgação deverá ocorrer expressivamente uma semana antes do início do projeto, e após a implantação do mesmo.
8- Na primeira semana do programa faça as inscrições nos cursos que serão oferecidos, usando várias secretárias para fazê-las, sempre após as palestras.
9- Inicie os cursos na segunda semana após o início o programa.
10 – Mantenha um registro fiel dos participantes dos cursos, contando (telefone, endereço, estado civil, nível de escolaridade, estado de saúde, religiosidade.) e presença durante as noites.
10- Mantenha a regra de que só poderá participar dos cursos, quem estiver participando do módulo noturno. (Em casos de pessoas que estudam durante a noite e se inscreveram nos cursos, marque um horário para que alguém faça atendimento domiciliar (explicação da lição bíblica)
11- Mantenha a motivação dos participantes através de brindes selecionados.
12- Ofereça serviços diversos, Ex. corte de cabelo, aferição da pressão arterial, sopão, atividades recreativas (muitas dessas atividades podem ser possíveis através de órgãos governamentais e não governamentais, tipo: SESI, SENAC, SENAI, Secretaria de Saúde, Universidades, faculdades...)
13- Não se esqueça de aproveitar as datas especiais, Ex. dia das crianças (você pode interditar uma rua e prover brincadeira para a criançada, distribuir, sorvete, picolé... Montar um Cinema Cristão ao ar livre...) dia das mães, pais, e de determinadas profissões...
14- Providencie certificados para os participantes, e faça uma linda festa no dia da entrega.
15- Durante as noites mostre fotos das atividades diárias;
16- Para não sobrecarregar a equipe, faça os cursos simultaneamente aos domingos, durante o dia, ou alternados na semana.

Pr. Jair Miranda
Departamental de ADRA da APL