29/11/2012


É RACIONAL CRER NA CRIAÇÃO RECENTE EM SEIS DIAS?


Antes de responder à questão de saber se é razoável ou racional acreditar em uma criação recente em seis dias, é importante definir os seus elementos fundamentais: “razoável” e “criação recente em seis dias.” Enquanto a ciência tem sido associada à “razão” e, portanto, espera-se que seja razoável, o criacionismo tem sido associado por muitos à “fé” e, portanto, parece ser incompatível com qualquer coisa “razoável”.1
Mas a fé bíblica, nesse caso a fé na criação, é “razoável”, no sentido de que não é mítica e/ou irracional, pelo contrário, apresenta histórica (a Bíblia também é um documento histórico), natural e sensível evidências para suas alegações. Embora seja verdade que a Bíblia não é um documento científico moderno da criação, ainda assim se espera que aceitemos pela fé o seu registro (Hebreus 11:3, 6). Contudo, não se espera que exerçamos fé cega ou simplista.2 Pelo contrário, a Bíblia oferece estrutura e argumentos para que a fé seja convincente acerca da veracidade cosmológica e histórica de eventos e elementos apresentados biblicamente. Leonard Brand e David Jarnes resumem as evidências judaico-cristãs para a razoabilidade das Escrituras, ao enumerar: (1) o cumprimento histórico das profecias bíblicas/previsões; (2) o apoio arqueológico para as históricas localizações bíblicas, pessoas ou acontecimentos; (3) os regulamentos mosaicos de saúde que diferem radicalmente dos do Egito, apontando para uma revelação sobrenatural. As três fontes bíblicas de evidências são experimentáveis e assim reforçam nossa visão da Bíblia como sendo razoável. Fato comprovado também em relatos das Escrituras que não são experimentáveis – característica que se deve não ao caráter pré-científico da Bíblia, mas às limitações da ciência.3

Justo Gonzalez definiu “criacionismo” como “a resposta de alguns cristãos conservadores para a teoria da evolução, que eles veem como uma ameaça para a doutrina cristã da criação... Segundo os criacionistas, a história bíblica da criação... é cientificamente defensável, e há uma diferença abissal entre a doutrina cristã da criação e a teoria científica da evolução”.4 Uma forma de criacionismo – “criacionismo recente em seis dias” – enfatiza que a vida e a organização deste planeta se originou sobrenaturalmente em seis dias, e mais recentemente (em vez de alguns milhares de milhões de anos atrás).5 Assim, ao assumir que a Terra poderia ter sido criada em um momento anterior (antes de Gênesis 1:2), evita tomar partido pelo criacionismo da Terra recém-criada, que insiste que o próprio planeta, se não todo o Universo, tem cerca de 6.000 anos de idade. Evita também defender qualquer lacuna entre Gênesis 1:1 e 1:2,6 ou a “teoria do intervalo”, que insere uma descrição especulativa do que poderia ter acontecido no intervalo entre os eventos de Gênesis 1:1 e 1:2.7
Dessa forma, é razoável considerar a criação recente em seis dias? Acreditamos que sim, por uma série de razões. As três primeiras evidências serão persuasivas principalmente para aqueles que já acreditam na Bíblia, enquanto que as outras podem ser mais pertinentes para os que ainda não acreditam.

Evidências de estudos bíblico-teológicos
1. O criacionismo recente em seis dias é razoável, da mesma forma e com a mesma intensidade em que a fé na Bíblia é razoável. É razoável acreditar no caráter histórico, não-mítico, factual do relato da criação, pois é razoável acreditar em outros relatos bíblicos, como os relatos da encarnação, ressurreição, ascensão e promessa da segunda vinda de Cristo.8

Em outras palavras, o criacionismo recente em seis dias é uma questão de fé, mas uma fé apoiada em evidências. O evolucionismo naturalista é também, em última análise, edificado em pressupostos filosóficos (como a eternidade da matéria/energia, biogênese, absoluto uniformitarianismo e naturalismo reducionista). Assim, ele também procura por evidências para comprovar a sua razoabilidade. Por conseguinte, um aspecto importante dessa discussão sobre razoabilidade diz respeito ao grau de autoridade que deve ser dado para os fundamentos do evolucionismo e criacionismo, respectivamente. São os pressupostos e/ou conclusões dos cientistas evolucionistas mais confiáveis do que as Escrituras? Brand e Jarnes, tendo descrito a relatividade das teorias científicas, por um lado, e a razoabilidade da fé na Bíblia, por outro, concluem que “se o naturalismo é falso e se Deus realmente se comunicava com os escritores da Bíblia, teríamos razões para acreditarmos que é mais digno de confiança do que as autoridades humanas”.9
2. Há uma conexão entre uma interpretação direta da descrição da criação de Gênesis e a data de criação apresentada. Richard Davidson argumenta convincentemente que o relato bíblico da criação aponta claramente para um registro literal e histórico dos eventos descritos, o que implica em um curto processo de criação abrangendo apenas seis dias de 24 horas. Ele mostra que mesmo os estudiosos histórico-críticos mais cautelosos têm insistido que o autor de Gênesis pretendeu que seus leitores compreendessem todo o processo de criação da vida na Terra durante esse período. A história da criação não apresenta qualquer sinal de linguagem alegórica ou mitológica e, portanto, não permite a interpretação de um dia para uma semana da criação.10 Também o quarto mandamento do Decálogo (Êxodo 20:8-11) supõe a criação em dias literais de 24 horas, ligando intimamente a celebração do sábado (e sua legitimidade) com a nova semana.11 Dessa maneira, qualquer tentativa de conciliar a criação com uma visão da evolução com base em uma longa história de vida na Terra, como a evolução teísta e criacionismo da velha Terra (a criação progressiva), está em desacordo com a clara intenção da Escritura.12

A extensão da história da vida na Terra, para se adequar com a evolução teísta ou com o criacionismo da velha Terra, é baseada no pressuposto de que as genealogias de Gênesis são simbólicas ou representativas. BB Warfield definiu as bases para essa abordagem, argumentando que podemos confiar em certa medida nas genealogias bíblicas que começam com Abraão, uma vez que temos informações adicionais além dessas genealogias, mas que não podemos fazê-lo com as genealogias anteriores, porque “somos dependentes inteiramente das inferências extraídas das genealogias registradas no quinto e décimo primeiro capítulos de Gênesis. E se as genealogias das Escrituras fornecerem uma base não sólida para inferências cronológicas é claro que ficamos sem os dados das Escrituras para a formação de uma estimativa da duração desses períodos”. Aplicando o estilo de genealogias de Mateus e de Lucas para as genealogias em Gênesis 5 e 11, Warfield explicou que “não há razão inerente à natureza das genealogias das Escrituras porque uma genealogia que registrou ligações... pode não representar um retrocesso efetivo de cem ou mil ou dez mil ligações”.13 Em oposição a isso, Davidson argumenta conclusivamente que as genealogias de Gênesis 5 e 11 contêm duas características especiais que fazem um esforço extra para provar o contrário, isto é, “que não existem lacunas individuais entre os patriarcas mencionados: (1) “características únicas de integração” do texto (“Um patriarca viveu X anos então, gerou um filho, depois que gerou esse filho, ele viveu mais Y anos, e gerou mais filhos e filhas, e todos os anos deste patriarca foram Z anos”) tornam “impossível argumentar que há importantes lacunas geracionais”, e (2) ao contrário de outras genealogias bíblicas que usam a forma Qal “gerou”, a forma Hiphil (yalad) é utilizada, a qual “é a especial forma causal que em outros lugares no VT refere-se à real descendência físico-direta, ou seja, o pai biológico da relação pai-filho (Gênesis 6:10; Juízes 11:1; 1 8:9 Crônicas; 14:3; 2 Crônicas 11:21; 13: 21; 24:3).”14 Portanto, essas genealogias bíblicas excluem a extensa história de vida tão necessária para aqueles que querem conciliar a Bíblia com a evolução, e representam uma ferramenta histórica razoável para posicionar um período recente de vida na Terra.

3. Uma criação recente de seis dias é coerente com os conceitos bíblico-teológicos da onipotênica divina, justiça e amor. A “desilusão” de Darwin com a noção de um Deus justo e amoroso foi baseada em sua rejeição (e aparente mal-entendido) da teodicéia clássica que atribui a situação atual do nosso planeta ao abuso da liberdade da escolha.15 Mas se Deus não é de fato apenas onipotente, mas também amoroso e justo, então é perfeitamente razoável que Ele iria criar e organizar a vida neste planeta em um processo curto, inofensivo e ordeiro, porque qualquer outra coisa, como a progressão violenta da vida durante longos períodos descritos pela teoria da evolução é repugnante para Sua natureza.
Evidências de estudos científicos

1. A razoabilidade de uma criação recente em seis dias é evidente a partir de séculos de debate entre a ciência e o cristianismo. A hipótese de uma longa história de vida na Terra surge dos conceitos uniformistas da geologia e da evolução biológica dos séculos XVIII e XIX de uma fonte comum baseada em probabilidades percebidas e seleção natural.16 Roth, porém, mostra como os recentes desenvolvimentos na ciência tem cada vez mais desafiado o uniformitarianismo a favor do catastrofismo global, observando que o ponto de partida começou com as observações de fenômenos globais como a produção de correntes de desordem produzindo deposição rápida. Ainda mais revelador é o surgimento recente das teorias que explicam a extinção dos dinossauros por meio de uma catástrofe global como resultado de um asteróide ou cometa.17 O surgimento do neocatastrofismo, que adiciona ainda mais apoio à enxurrada de modelos que explicam os depósitos geológicos em termos de evolução rápida e recente, tem dado um apoio adicional para uma criação recente.18
2. A evolução biológica ainda tem encontrado desafios significativos em seus próprios proponentes. Curiosamente, cientistas como Stephen Gould e Niles Eldredge têm promulgado o conceito de equilíbrio pontuado, a fim de explicar a falta de evidência de fósseis de transição.19 Além disso, Michael Denton, numa base puramente científica, desafiou a validade dos evolucionistas argumentando a partir da paleontologia até à biologia molecular.20
Concluindo, a teoria da evolução está longe de ser um fato provado, abrindo espaço para o relato bíblico da criação como uma alternativa razoável.21

Gheorghe Razmerita tem doutorado em Teologia pelo Instituto Adventista Internacional de Estudos Avançados nas Filipinas. É professor de Teologia e História da Igreja na Universidade Adventista da África, Nairobi, Quênia. E-mail: grazmerita@gmail.com

Este artigo foi publicado originalmente em Reflexões, um boletim informativo do Instituto de Pesquisa Bíblica. Impresso com permissão.

Referências

1. Cf. Leonard Brand e David C. Jarnes. Beginnings: Are Science and Scripture Partners in the Search for Origins? Nampa, ID: Publicadora Pacific Press Assn., 2005. p. 25, 27. Também Norman Gulley. “Basic Issues between Science and Scripture: Theological Implications of Alternative Models and the Necessary Basis for the Sabbath in Genesis 1-2” in Journal of the Adventist Theological Society, 2003, 14: 195-228, esp. 203, 204. (Hereafter JATS).

2. Ver também Norman Geisler. “Faith and Reason” in Baker Encyclopedia of Christian Apologetics. Grand Rapids, MI: Baker. p. 239-243.

3. Brand e Jarnes, p. 30-32.

4. Justo Gonzalez. Essential Theological Terms. Louisville, KY: Westminster John Knox, 2005. p. 42.

5. Ariel Roth. Origins: Linking Science and Scripture. Hagerstown, MD: Publicadora Review and Herald Assn., 1998. p. 316; Richard Davidson. “In the Beginning: How to Interpret Genesis 1” in Diálogo 6 (1994) 3:9-12.

6. James Gibson. “Issues in ‘Intermediate’ Models of Origins” in JATS 15, 2004, p. 74, 75; Roth, p. 341, 342.

7. Roth, p. 316-318, 340, 341. Eruditos adventistas continuam a debater a existência de uma “teoria do intervalo” entre Gen. 1:1 e 1:2. Marco Terreros. “What Is an Adventist? Someone Who Upholds Creation” in JATS, 1996, 7:147-149, aceita a teoria do intervalo apenas na teoria, mas tem reservas teológicas, argumentando que a teoria é imposta pela ciência e que não há necessidade de lacunas na criação de Deus. No entanto, de acordo com Richard M. Davidson. “The Biblical Account of Origins” in JATS, 2003, 14:5-10, Gen. 1:1 deve ser traduzido como uma cláusula independente, que, então, não exclui a teoria do intervalo para a qual ele se inclina, sem ser dogmático (Ibid., p. 19-25).

8. Brand e Jarnes, p. 30-32, 27.

9. Lamech Liyayo (autor do livro Ted Peters’Proleptic Theory of the Creation of Humankind in God’s Image: Critical Evaluation. Silang, Cavite, Philippines: Instituto Adventista International de Estudos Avançados, 1998) observa que Peters aceita a possibilidade de uma histórica segunda vinda de Cristo, mas rejeita como não-histórica o relato da criação de Gênesis, apesar de ambos pertencerem à mesma Escritura; ver também, Gulley, p. 213. Randall W. Younker. “Consequences of Moving Away from a Recent Six-Day Creation” in JATS 15, 2004, p. 64, 65, afirma que para os eruditos “Neoevangélicos” (que reinterpretam Gênesis em uma maneira não-literal ) “para ser coerente, eles devem também negar um histórico período patriarcal (Abraão), a Estadia (Israel no Egito), o Êxodo (Mar Vermelho), Monte Sinai (Os Dez Mandamentos – o Sábado), a Conquista (Jericó), e provavelmente a existência da Monarquia (Salomão e Davi), até mesmo a ressurreição de Cristo poderia ser negada”.

10. Davidson, p. 10-19; ver também Gerhard F. Hasel. “The ‘Days’ of Creation in Genesis 1: Literal ‘Days’ or Figurative ‘Periods’/’Epochs’ of Time?” in Origins 21, 1994, p. 5-38; Jacques Doukhan. “The Genesis Creation Story: Text, Issues, and Truth” in Origins 55, 2004, p. 12-33.

11. Ver Gulley, p. 212-216, 221-224.

12. Para uma descrição desses modelos, veja Gibson. “Issues”, p. 73-87; Roth, p. 342-344.

13. Ver B. B. Warfield. “On the Antiquity and the Unity of the Human Race” in Biblical and Theological Studies. Filadélfia: The Presbyterian & Reformed Pub., 1968. p. 240, 241.

14. Davidson, p. 26; ver também G. Hasel. “Genesis 5 and 11: Chronogenealogies in the Biblical History of Beginnings” in Origins 7, 1980, p. 23-37.

15. Ver Nigel M. de S. Cameron. Evolution and the Authority of the Bible. Exeter, U.K.: Paternoster, 1983. p. 50-63. Sobre os problemas de Darwin com o projeto, veja Charles Darwin em Asa Gray, 22 May 1860, em Francis Darwin (ed). The Life and Letters of Charles Darwin. New York: Appleton, 1905 (2:105), citado em Neil Messer. Selfish Genes and Christian Ethics; Theological and Ethical Reflections on Evolutionary Biology. Londres: SCM, 2007. p. 39.

16. Roth, p. 197, 198.

17. Ibid., p. 199, 200; ver também. L. James Gibson. “Contributions to Creation Theory from the Study of Nature” in JATS 14, 2003. p. 147; Harold G. Coffin, Robert H. Brown e R. James Gibson. Origin by Design. Hagerstown, MD: Publicadora Review and Herald. Assn., 2005. p. 394.

18. Ibid., p. 200-230; ver também, Coffin. Origin by Design. p.37-43, 72-103, 183-194.

19. The Columbia Encyclopedia (6th e.; s.v. “Gould, Stephen Jay”). Embora a ideia do equilíbrio pontuado tenha sido introduzida anteriormente, ela tornou-se altamente influente com a publicação do proeminente artigo por Niles Eldredge e Stephen Jay Gould, “Puntuated Equilibria: An Alternative to Phyletic Gradualism” (em T. J. M. Schopf (ed.). Models in Paleobiology. São Francisco: Freeman Cooper, 1972. p. 82-115, esp. 85-90), citado em 26 de agosto de 2009, http://www.blackwellpublishing.com/ridley.classictexts/eldredge.pdf. Ver também: Coffin. Origin by Design. p. 258-271.

20. Michael Denton. Evolution: A Theory in Crisis, 3d rev. ed. Bethesda, MD: Adler & Adler, 1986.
21. Ver Roth, p. 332, 333; Jonathan Wells. Icons of Evolution: Science or Myth? Washington, DC: Regnery, 2000. Coffin. Origin by Design. p. 393, 394. Bert Thompson. Creation Compromises. 2d ed. Montgomery, AL: Apologetics, 2000. p. 50-71. Citado em 25 de agosto de 2009 (Disponível em: http://www.apologeticspress.org/pdfs/e-books_pdf/cre_comp.pdf).

 

26/11/2012

O Selo de Deus no Apocalipse



Introdução

Artigo do Pr. Edcarlos Menezes (AAMO)

O Apocalipse revela que nos últimos dias a humanidade será polarizada. Dois grandes

grupos antagônicos aparecerão nas cenas finais do grande conflito entre o bem e o mal. De um lado, estarão os servos de Deus e do cordeiro, do outro, os adoradores da besta e de sua imagem.

Cada grupo será identificado pela recepção de certa marca ou sinal. Os que recebem o selo de Deus pertencem a Ele e serão protegidos no tempo de angústia, mas os que recebem a marca da besta passam a pertencer à besta e em última instância, a Satanás, de quem a besta é representante.

Dessa forma, o selamento escatológico do povo de Deus desponta como um tema crucial na escatologia bíblica, exigindo uma correta compreensão por parte daqueles que vivem nos últimos dias da história deste mundo e presenciam os eventos culminantes do grande conflito entre as forças do bem e o mal. Alguns interpretes adventistas identificam o selo de Deus no Apocalipse com o sábado do sétimo dia e buscam fundamentar esta posição na Bíblia e nos escritos de Ellen White. Porém, as seguintes perguntas necessitam ser respondidas. É exegeticamente correto identificar o sábado do sétimo dia com o selo de Deus no Apocalipse? Os textos bíblicos usados para sustentar esta interpretação se referem ao mesmo evento escatológico? Ensinou mesmo Ellen

White que o sábado é o selo escatológico de Deus? O presente trabalho busca responder estas perguntas.


Aspectos estruturais de Apocalipse 7


Apocalipse 7 está dividido em duas grandes seções: (1) Os 144.000 selados (7:1-8) e (2) a grande multidão (7:9-17).[1] O capítulo aparece como um interlúdio ou parêntese, entre o sexto e o sétimo selo, e responde à pergunta formulada pelos ímpios: “quem é que pode suster-se?”Enquanto Apocalipse 6:15-17 retrata pessoas que não poderão sobreviver ao dia da ira de Deus e do cordeiro, Apocalipse 7 apresenta o povo que é habilitado a estar em pé neste grande dia.


Apocalipse 7a - Os 144.000 selados


Apocalipse 7a está dividido em três seções cada uma indicada por uma formula introdutória. As duas primeiras usam a palavra grega ei=don (vi) e a última usa a expressão kai. h;kousa (e ouvi). Nas seções ei=don o profeta os anjos e a necessidade de selamento. Na seção kai h;kousa ele ouveo número dos selados de acordo com suas tribos.


Apocalipse 7b - A grande multidão


Apocalipse 7b tem apenas uma fórmula introdutória que usa ei=don. Depois de ouvir

(h;kousa) o número dos selados, João agora olha e vê (ei=don) uma “grande multidão que ninguém podia enumerar” de todas as nações da terra.

Desta maneira, Apocalipse 7 revela que somente os selados com o selo de Deus permanecerão em pé no grande dia da ira de Deus e do cordeiro. Eles são apresentados em dois estágios da sua história nos últimos tempos: primeiro na terra, no limiar da grande tribulação (A igreja militante ou os 144.000), e depois no céu, após a grande tribulação (a igreja triunfante ou a grande multidão).[2]


O significado do selamento em Apocalipse 7


As palavras gregas traduzidas por selo em Apocalipse 7 (o substantivo sfragi/j e o verbo evsfragi,zw) são usadas com diversos sentidos na Bíblia. Elas aparecem 32 vezes no NT, a maioria em Apocalipse (22 vezes). Sfragi/j pode significar tanto a ferramenta que sela como sua própria impressão. Os selos antigos tinham várias formas (rolo, botão, escaravelho, etc.) e eram considerados importantes na antiguidade. [3]Também eram usados como um dispositivo jurídico e possuíam, pelo menos, três funções no mundo antigo: (1) propriedade, (2) autenticidade, (3) proteção.[4]


O selamento como sinal de propriedade


O dono aplicava sua marca às suas posses (animais, objetos, escravos, etc.) e assim, resguardava seus bens contra o furto, trocas, etc. As coisas seladas estavam à disposição do possuidor do selo.[5]


O selamento como sinal de autenticidade


Quando aplicado em documentos (testamentos, títulos de vendas, etc.) o selo servia de assinatura para autenticar ou validar aquilo que ali estava escrito.[6]


O selamento como sinal de proteção


Os selos também eram usados para provê a boa conservação de documentos ou guardar em sigilo o seu conteúdo. Os selos indicavam que as coisas seladas estavam sob a proteção do proprietário do selo.[7]


Essas três funções do selo no mundo antigo, também aparecem na Bíblia. Beatrice Neall as resume nas seguintes palavras:


“O selamento era um sinal não só de possessão, mas também de proteção. Todos os que eram chamados pelo nome de alguém estavam sob a proteção, bem como sob a autoridade do proprietário do nome. O conceito de uma marca ou selo para indicar proteção é tão antigo quanto a marca de Caim (Gn 4:15). O sangue do cordeiro Pascoal aspergido sobre os umbrais das portas dos lares dos israelitas foi um sinal para que o anjo destruidor passasse por alto os seus lares (Êx 12:7,12,13). A visão de Ezequiel do juízo mostra um escrivão com um tinteiro, colocando uma marca sobre o fiel para protegê-lo da morte pelos executores (Ez 9:4-5).[8]



Ao que parece, o termo sfragi/j é usado em Apocalipse 7 com essas mesmas funções. Assim, ao colocar o Seu selo sobre os fieis, Deus os reconhece como filhos genuínos, os torna Sua própria possessão e garante-lhes Sua proteção no tempo de angústia. O selo de Apocalipse 7 é um sinal de que serão preservados dos juízos que assolarão o mundo quando o tempo de graça se espirar. O número 144.000 é simbólico e significa que a totalidade do povo de Deus é poupada dos Seus juízos retribuitivos.[9] “O Senhor conhece os que são seus.” (2Tm 2:19). O selo é, portanto, a marca protetora de Deus para os que lhe pertencem de fato e de verdade e o “selamento dos 144.000 ‘na fronte’ significa sua aprovação para o céu (14:1-2).”[10]


A relação entre o nome e selo de Deus


Apocalipse 14:1 é uma das chaves hermenêuticas para o selamento do capítulo 7, pois apresenta a natureza do selo de Deus. Em Apocalipse 7, João apresenta os quatro anjos que seguram os ventos, o outro anjo que tinha o sfragi/da de Deus (ou Seu instrumento de selar), fala da necessidade do selamento para os dou,louj (servos) de Deus, e apresenta os evsfragisme,nwn(selados) em dois estágios da sua história (os 144.000 e a grande multidão). Porém, não diz nada a respeito do selo de Deus, exceto que o selo foi posto na fronte dos servos de Deus. Mas, em Apocalipse 14:1, ele apresenta não só os 144.000 selados, mas a própria impressão deixada pelo sfragi/da (selo) de Deus na fronte dos seus servos. O texto bíblico diz: “Olhei, e eis o Cordeiro em pé sobre o monte Sião, e com ele cento e quarenta e quatro mil, tendo na fronte escrito o seu nome e o nome de seu Pai” (14:1).


De acordo com este texto, a marca ou selo que os servos de Deus recebem em sua fronte é o próprio nome de Deus e do Cordeiro. Que significa isto? Embora esteja explícita a ideia de posse, ou seja, os que têm o nome de Deus e do cordeiro são Suas propriedades, há um significado muito mais profundo implícito no nome de Deus e do cordeiro na fronte dos seus servos. Em Apocalipse 14:1 o nome de Cristo e do Pai, escrito na fronte dos 144.000, está em contraste com o “nome da besta” escrito na “fronte” ou sobre a “mão” dos adoradores da besta (13:16-17).[11] Beatrice Neall explica isto de maneira magistral:


“Na antiguidade um nome significava muito mais que um título. Ele representava o caráter. Quando Deus proclamou Seu ‘nome’ a Moisés, Ele descreveu seu caráter: misericordioso, gracioso, tardio em irar-se (Êx 34:5-7). Assim, a recepção da marca da besta e do selo de Deus, consistindo do nome da besta e do nome de Deus, denota conformidade no caráter de Satanás ou de Deus. No conflito final todas as pessoas levarão ou a imagem de demônios ou a imagem divina.[12]


Assim, o uso do nome desponta nas Escrituras com um significado especial. Simboliza o próprio caráter de quem leva o nome.[13] Então, o nome de Deus e do cordeiro gravado na fronte dos 144.000 significa não só que eles pertencem a Deus e ao cordeiro, mas que eles têm um caráter semelhante ao de Deus e do cordeiro.


Ellen White e o tema do selamento


Ao que parece, esta é também a compreensão de Ellen White sobre o selo escatológico. Ela apresenta a obra de selamento como um processo de reprodução do caráter de Deus na vida do Seu povo. Na década de 1900 ela escreveu sobre importância desta tarefa nas seguintes palavras:


“Importa ser consumada a importante obra de preparar um povo de caráter semelhante ao de Cristo, e que seja capaz de subsistir no dia do Senhor... Instrumentos divinos estão se combinando com os humanos na remodelação do caráter segundo o perfeito modelo, e o homem deve demonstrar no exterior aquilo que Deus opera no seu interior.[14]


Porém, ela escreveu muitos parágrafos onde declara explicitamente que o sábado é o selo de Deus. Veja por exemplo estas duas citações do livro o grande conflito:


“O selo da lei de Deus se encontra no quarto mandamento. Unicamente este, entre todos os dez, apresenta não só o nome, mas o título do Legislador. Declara ser Ele o Criador dos céus e da Terra, e mostra, assim, o Seu direito à reverência e culto, acima de todos. Fora deste preceito, nada há no Decálogo que mostre por autoridade de quem foi dada a lei. Quando o sábado foi mudado pelo poder papal, o selo foi tirado da lei. Os discípulos de Jesus são chamados para que o restabeleçam, exaltando o sábado do quarto mandamento à sua devida posição como monumento do Criador e sinal de Sua autoridade.[15]



No contexto do livramento final do povo de Deus, ela menciona que as duas tábuas da lei de Deus apareceram no céu à vista de todos os homens, sendo seguradas por uma mão misteriosa. Relatando sua visão ela diz:


A mão abre as tábuas, e veem-se os preceitos do Decálogo, como que traçados com pena de fogo. As palavras são tão claras que todos as podem ler. Desperta-se a memória, varrem-se de todas as mentes as trevas da superstição e heresia, e os dez preceitos divinos, breves, compreensivos e autorizados, apresentam-se à vista de todos os habitantes da Terra... Os inimigos da lei de Deus, desde o ministro até ao menor dentre eles, têm nova concepção da verdade e do dever. Demasiado tarde veem que o sábado do quarto mandamento é o selo do Deus vivo.[16]


Estas são apenas duas das muitas declarações de Ellen White que têm levado muitos adventistas a ignorar a exegese de Apocalipse 7 e ensinar que o selo de Deus no apocalipse seja simplesmente a santificação do sábado do sétimo dia. Porém como vimos anteriormente, ela não via o selo escatológico de Deus como sendo unicamente a observância do quarto mandamento. Para entendermos sua teologia do selamento, precisamos dar uma olhada no que a Bíblia diz sobre os selos ou sinais de Deus.


Os selos ou sinais de Deus na Bíblia


Os termos selo e sinal são usados como sinônimos na Bíblia. Ela se refere a pelo menos

cinco sinais ou selos entre Deus e o Seu povo: (1) arco-íris, (2) a circuncisão, (3) o sangue do cordeiro pascoal (4) o Espírito Santo e (5) o sábado. Vejamos o significado de cada um deles separadamente:


O arco-íris – O selo ou sinal da misericórdia


Produzido pela reflexão da luz solar nas gotas de chuva, o arco-íris foi usado por Deus

como sinal da Sua aliança com Noé e seus descendentes logo após o dilúvio.[17] Nesta aliança Deus promete que não “mais haverá dilúvio para destruir a terra” (Gn 9:8-17) e estabelece o Seu arco como sinal desta aliança de graça e misericórdia com mundo. Ezequiel e João viram o arco-íris circundando o trono de Deus como um componente da Sua glória, uma possível recordação da aliança incondicionale imerecida feita com Noé e sua família e através deles com toda a humanidade (Ez 1:28; Ap 4:3; 10:1).[18]


A circuncisão – O selo ou sinal da aliança


Deus instituiu a circuncisão[19] como sinal da aliança feita com Abraão e através dele com seus descendentes (Gn 17:1-14). Todos os que desejassem entrar numa relação de aliança com Deus, teriam que ser circuncidados. Entre os israelitas a circuncisão significava mais que hábitos higiênicos. A Bíblia também nos informa que Deus ordenou a Abraão circuncidar seu filho ao oitavo dia, deixando a circuncisão fora do ritual de puberdade e tornando-a um sinal com significado estritamente religioso. Paulo, o grande apóstolo, a identificou como sendo “o selo da justiça da fé” (Rm 4:11).[20]


O sangue do cordeiro pascoal – Sinal de proteção


Quando a última das dez pragas estava para cair sobre a terra do Egito, Deus ordenou aos israelitas que sacrificassem um cordeiro e aspergissem o seu sangue nos umbrais das portas de suas casas como um sinal da proteção divina. “O sangue vos será por sinal nas casas em que estiverdes; quando eu vir o sangue, passarei por vós, e não haverá entre vós praga destruidora, quando eu ferir a terra do Egito.” (Êx 12:13). Todos os pais de família que obedeceram à ordem divina tiveram seus primogênitos protegidos da destruição. Outro sinal de proteção foi colocado sobre o povo de Deus antes da destruição de Jerusalém ordenada por Nabucodonosor (cf. Ez 9:1-6).[21]


O Espírito Santo – Sinal de garantia da salvação


O apostolo Paulo ensinou que a presença do Espírito Santo no crente regenerado pela Palavra de Deus equivalia a um selo ou sinal de garantia da salvação. Escrevendo aos efésios ele declarou: “Em quem também vós, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, tendo nele também crido, fostes selados com o Santo Espírito da promessa. O qual é o penhor da nossa herança, até ao resgate da sua propriedade, em louvor da sua glória” (Ef 1:13). Semelhantemente, em sua segunda carta aos crentes de Corinto ele afirma que Deus “nos ungiu e nos selou e nos deu o penhor do Espírito em nosso coração” (2 Co 1:21,22). Assim, todos os que recebem o Espírito, estão selados para o dia da redenção (Ef 4:30).


O sábado – Sinal de obediência, fidelidade e santificação


Ao concluir a obra da criação Deus instituiu o sábado do sétimo dia como memorial da criação e sinal de obediência e fidelidade para com Ele (Gn 2:1-3). Seu descanso no sétimo dia da criação, não se deu porque estivesse cansado, pois “o Criador dos fins da terra, nem se cansa, nem se fatiga” (Is 40:28), mas porque queria dar-nos exemplo, para que nós também suspendamos toda classe de trabalho secular no sábado. No coração da lei de Deus está escrito: “Lembra-te do dia de sábado, para o santificar” (Êx 20:8). A observância do sábado, portanto, é um memorial da criação, e um sinal de fidelidade e obediência a Deus em todas as épocas, sendo também um sinal de aliança e santificação, que distingue os verdadeiros adoradores de Deus (Êx 31:13; Ez 20:12,20).


O sábado como selo de Deus em Ellen White


Quando Ellen White fala do sábado como sendo o selo de Deus, ela não está fazendo exegese de Apocalipse 7, embora algumas vezes se aproprie do seu fraseado ou de suas palavras. Na verdade o que ela quer mostrar é que o sábado permanece como sinal de “obediência”, “fidelidade” e “santificação” a Deus. A seguinte citação, escrita na década de 1900, provavelmente reflete a compreensão mais abarcante de Ellen White sobre o significado do sábado para o povo de Deus no tempo do fim. Nota-se que ela não usa o texto de Apocalipse para apoiar sua argumentação da validade do sábado para os cristãos modernos.


“Assim como sábado foi o sinal que distinguiu Israel quando saiu do Egito para entrar em Canaã, é também o sinal que deve distinguir o povo de Deus que sai do mundo para entrar no repouso celestial. O sábado é um sinal do relacionamento entre Deus e o Seu povo, sinal de que este honra a lei de Deus. É o que distingue entre os fiéis súditos de Deus e os transgressores.”


“Do meio da coluna de nuvem, Cristo declarou, acerca do sábado: ‘Certamente guardareis Meus sábados; porquanto isso é sinal entre mim e voz nas vossas gerações; para que saibais que eu sou o Senhor que vos santifica.’ Êx 31:13. Dado ao mundo como sinal do Criador, o sábado é também o sinal de Deus como santificador. O poder que criou todas as coisas é que torna a restaurar a alma à Sua própria semelhança. Para os que guardam o sábado, esse dia é sinal de santificação. A verdadeira santificação consiste na harmonia com Deus, na imitação do Seu caráter. E o sábado é sinal de obediência. Aquele que de coração obedece ao quarto mandamento obedecerá toda a lei. Será santificado pela obediência.”


“A nós como a Israel, o sábado é dado ‘em concerto perpétuo’. Êx 31:16. Para os que reverenciam o Seu santo dia, o sábado é um sinal de que Deus os reconhece como o Seu povo eleito, o penhor de que cumprirá Sua parte no concerto. Qualquer pessoa que aceitar esse sinal do governo de Deus coloca-se a si mesma sob o concerto divino e perpétuo. Liga-se assim à áurea cadeia de obediência, cada elo da qual representa uma promessa.[22]



É neste sentido que se deve entender todas as citações de Ellen White sobre o sábado como selo de Deus. Para ela o selo escatológico de Deus no Apocalipse “não é algum selo ou marca que pode ser visto, mas a consolidação na verdade, tanto intelectual como espiritualmente, de modo que não possam ser abalados.” [23] O processo de selamento é a “obra de preparar um povo de caráter semelhante ao de Cristo, e que seja capaz de subsistir no dia do Senhor.” [24] Que papel, então, desempenhará o sábado neste contexto? Ela responde nas seguintes palavras:


O sábado será a pedra de toque da lealdade; pois é o ponto da verdade especialmente controvertido. Quando sobrevier aos homens a prova final, traçar-se-á a linha divisória entre os que servem a Deus e os que não O servem. Ao passo que a observância do sábado espúrio em conformidade com a lei do Estado, contrária ao quarto mandamento, será uma declaração de fidelidade ao poder que se acha em oposição a Deus, é a guarda do verdadeiro sábado, em obediência à lei divina, uma prova de lealdade para com o Criador. Ao passo que uma classe, aceitando o sinal de submissão aos poderes terrestres, recebe o sinal da besta, a outra, preferindo o sinal da obediência à autoridade divina, recebe o selo de Deus.[25]


Conclusão


O processo de selamento é descrito como a reprodução do caráter de Deus na vida dos seus servos. Ser selado significa, antes de tudo, ser aprovado por Deus e estar em harmonia com os princípios da Sua lei, que é uma expressão do Seu caráter. Isso envolve a observância dos Seus mandamentos, inclusive do sábado do sétimo dia, mas não indica que o sábado seja o selo escatológico de Deus, como alguns têm inadvertidamente pregado.[26]

O sábado é um “sinal”externo e visível de obediência, fidelidade e santificação a Deus (Êx 20:8-11; 31:13; Ez 20:12,20). Sua observância, por nossa parte, no contexto da grande tribulação indica nossa firme decisão de obedecermos aos mandamentos de Deus mesmo em face da morte. Necessitamos estar “firmados na verdade” para tomarmos essa decisão e mostrar ao universo inteiro “que a obra da graça se completou em nós.”[27] Se fizermos isso, os anjos de Deus colocarão o Seu selo escatológico sobre nossa fronte para indicar que (1) fomos aprovados por Ele, (2) somos Sua propriedade peculiar e (3) seremos protegidos dos últimos flagelos.


O sábado do sétimo dia desempenhará um papel crucial no fim do grande conflito. Sua

observância revelará quem são os verdadeiros adoradores de Deus na crise final. Porém, o selamento escatológico de Deus é mais abarcante e envolve muito mais do que observância visível do sétimo dia da semana como memorial da criação e da redenção. Envolve uma entrega completa a Deus, envolve a reprodução do Seu caráter em nossa vida e acima de tudo, envolve a graça de Deus operando em nós e por nós.



[1] O próprio vocabulário de Apocalipse 7 indica que este capitulo consiste de duas seções. Neste caso 7a e 7b são totalmente diferentes. Para mais detalhes, veja: Ekkehardt Muller, Microstructural Analylisis of Revelation 4-11, Andrews University Seminary Doctoral Dissertation Series (Berrien Springs, MI: Andrews University Press, 1994), 12:254-260.
[2] George E Ladd, Apocalipse: Introdução e comentário (São Paulo, SP: Vida Nova, 1980), 87-8.
[3]Heródoto observou que na Mesopotâmia todo homem possuía não somente uma vara, mas também um selo. Esse fato indica a importância que os homens davam ao selo na Mesopotâmia e regiões vizinhas.
[4] F. B. Huey Jr., “Seal”, em Merrill C. Tenney, ed. The Zondervan Pictorial Encyclopedia of the Bible (Grand Rapids, Michigan: Zondervan Publishing House, 1976), 5:319-324.
[5]Ibid.
[6]R. Schippers, “Selo”, em Colin Brown, ed. O Novo Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento (São Paulo, SP: Vida Nova, 1993), 4:399-403.
[7]Ibid, 399.
[8] Beatrice S. Neall, “Sealed Saints and the Tribulation,” em Daniel and Revelation Committee Series (Silver Spring, MD: Biblical Research Institute, 1992), 6:256.
[9] Para uma análise aprofundada sobre o significado do número 144.000 veja: Ranco Stefanovic, Revelation of Jesus Christ: Commentary on the book of Revelation(Berrien Spring, Michigan: Andrews University Press, 2002), 253-62; David Aune, “Revelation 6-16”, Word Biblical Commentary (Waco, TX: Word Book, 1998), 52:424-80.
[10] Siegfied H. Horn, ed. Seventh-day Adventist Bible Dictionary, revised edition (Hagerstown, MD: Review and Herald Publishing Association, 1979), 998.
[11] G. K. Beale, “The book of Revelation”, em The New International Greek Testament Commentary (Grand Rapids, Michigan: William B. Eerdmans Publishing Company, 1999), 733.
[12]Neall, 255.
[13]Quando Deus mudava o nome de um individuo, tal mudança equivalia à sua regeneração ou indicava uma acentuada mudança em seu caráter (cf. Gn 17:5,15; 32:28). Para um estudo aprofundado do significado do nome na Bíblia veja: G. Kittel, G. Friedrich, eds. Theological Dictionary of the New Testament (Grand Rapids, Michigan: William B. Eerdmans Publishing Company, 1968), 5:224-283; H. Bietenhard e F.F. Bruce, “Nome”,em Colin Brown, ed. O Novo Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento (São Paulo, SP: Vida Nova, 1993), 4:272-283; W. C. Kaiser Jr., ed. “Name”, em Merrill C. Tenney, ed. The Zondervan Pictorial Encyclopedia of the Bible (Grand Rapids, Michigan: Zondervan Publishing House, 1976), 4:360-370; J.A Montyer, “Nome”, em J. D. Douglas, ed. O Novo Dicionário da Bíblia, edição em 1 volume, (São Paulo, SP: Vida Nova, 1995), 1120-1122.
[14] Ellen G. White, Testemunhos para a Igreja (Tatuí, São Paulo, 2004), 6:129-30.
[15]Ellen G. White, O Grande Conflito (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2004), 452
[16] O Grande Conflito, 640. Veja também, Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, 307.
[17] F. D. Nichol, ed. The Seventh-day Adventist Bible Commentary (Washington, DC: Review and Herald Publishing Association, 1980), 1:262-66.
[18] Derek Kidner, Genesis: Introdução e Comentário (São Paulo, SP: Vida Nova, 1979), 95.
[19]A circuncisão consiste na eliminação cirúrgica do prepúcio dos homens. Os hebreus a realizavam ao oitavo dia de nascimento.
[20] Elmer B. Smick, “Circuncisão”, em R. Laird Harris, Gleason L. Archer Jr., Bruce K. Waltke, eds., Dicionário Internacional de Teologia do Antigo Testamento (São Paulo, SP: Editora Vida: 1998), 816-17.
[21]O selo de Apocalipse 7 é descrito como sinal de livramento e proteção dos servos de Deus no tempo de angustia final.
[22] White, Testemunhos para a igreja, 6:350.
[23]White,Ms 173, 1902.
[24]White,Testemunhos para a igreja, 6:129. Esta é uma alusão a Apocalipse 6:17, texto que introduz o selamento escatológico do capítulo 7.
[25] Ellen G. White, O Grande Conflito (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2003), p. 605.
[26] Veja a posição adventista em F. D. Nichol, ed. The Seventh-day Adventist Bible Commentary (Washington, DC: Review and Herald Publishing Association, 1980), 7:781-86, 968-70, 977-82; Beatrice S. Neall, “Sealed Saints and the Tribulation,” em Daniel and Revelation Committee Series (Silver Spring, MD: Biblical Research Institute, 1992), 6:245-278. Para um estudo equilibrado da teologia adventista do sábado do sétimo dia veja Kenneth A. Strand, “The Sabbath”, em Raoul Dederen, ed. Handbook Seventh-day Adventist Theology (Washington, DC: Review and Herald Publishing Association, 2000), 492-537; Associação Ministerial da Associação Geral dos Adventistas do Sétimo Dia, org. Nisto cremos: As 28 crenças fundamentais dos Adventistas do Sétimo Dia (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2008), 312-334.
[27] Nichol, Seventh-day Adventist Bible Commentary , 4:635